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Nutrição Humana, Alimentação e Hábitos

Boquinha noturna

20 Junho 2008

Se você assalta a geladeira à noite, talvez esteja sofrendo da síndrome da fome noturna. Ela compromete o sono e o humor, além de aumentar consideravelmente o peso na balança. Saiba como se livrar dessa doença que afeta 10% dos obesos

A empresária Pietra Roche, 33 anos, não sentia apetite pela ma- nhã, dormia pouco e, à noite, assaltava a geladeira. Fez alguns exames, procurou ajuda e obteve o diagnóstico: síndrome da fome noturna. Pois é, esse distúrbio, que já tem nome catalogado, foi descoberto em 1955 e vem sendo muito estudado nos últimos anos. Seus sintomas mais freqüentes são a fome noturna, com ingestão de mais de 50% das calorias consumidas durante todo o dia, no período entre 8 h da noite e 6 h da manhã, insônia inicial, anorexia matinal, alterações de humor, depressão, ansiedade e falta de energia.

Estudiosos acreditam que essa síndrome tende a ser desenca- deada pelo estresse e que seus sintomas devem diminuir quando o problema é aliviado. O endocrinologista Filippo Pedrinola, da Clínica Pedrinola e Rascovski, de São Paulo, explica que essa doença acomete 1,5% da população geral e está presente em 10% dos obesos e 27% dos portadores de obesidade mórbida. “As pessoas que sofrem desse mal costumam não tomar café da manhã e ficam várias horas sem comer após despertar. Consomem muitas calorias durante a noite, em vários episódios, e beliscam principalmente alimentos ricos em carboidratos refinados e gorduras (doces em geral, pizza, frituras etc.), que são altamente calóricos”, conta o especialista.

Os comedores noturnos sentem o impulso de comer, apesar de uma falta de fome percebida. Alimentos como macarrão e al- môndegas costumam ser devorados na própria panela. As pessoas afetadas também podem apresentar comportamentos estranhos e ingerir misturas um tanto diferentes como comida de gato. “Embora esse transtorno alimentar ainda seja pouco conhecido, os relatos de pacientes mostram que eles são capazes de levantar-se várias vezes durante a noite para atacar a geladeira. Acredite: há quem acorde até seis vezes”, revela a doutora em Psicologia Clínica Célia Horta, espe- cialista em Distúrbios Alimentares pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, à noite, quando tudo se acalma e há menos dis- tração, os compulsivos se encontram teoricamente mais vulneráveis. “É quando correm para a geladeira a fim de compensar suas frustrações”, resume.

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Crianças dos EUA, Malta e Portugal são as que revelam maior excesso de peso

16 Junho 2008

 

Obeso

Estados Unidos, Malta e Portugal são os três países de um conjunto de 41 analisados por um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) onde as crianças com onze anos revelam maior excesso de peso.

Os dados hoje divulgados inserem-se num relatório sobre as desigualdades na saúde dos jovens que inquiriu mais de 200 mil crianças e jovens com 11, 13 e 15 anos em 41 países. Do total de jovens inquiridos em 2006, 3.919 são portugueses (1.886 rapazes e 2.025 raparigas).

De acordo com o documento, 25 por cento das raparigas e 33 por cento dos rapazes norte-americanos com onze anos têm excesso de peso ou são obesos, valores que colocam os EUA no topo da tabela, seguidos de Malta. Os Estados Unidos ocupam também o topo da tabela nos jovens com 13 anos e o segundo lugar nos jovens com 15 anos.

Portugal surge em terceiro lugar quando a análise incide nas crianças com onze anos. O estudo revela que 22 por cento das raparigas e 25 por cento dos rapazes têm excesso de peso. Já no grupo etário dos 13 anos Portugal desce para a 10ª posição, com 13 por cento de raparigas e 18 por cento dos rapazes a revelarem excesso de peso. No entanto, quando a análise incide nos jovens com 15 anos Portugal volta a subir para o sexto lugar: 13 por cento das raparigas e 22 por cento dos rapazes revelam peso a mais.

Os adolescentes inquiridos indicaram a sua altura e peso (sem sapatos), tendo depois sido calculado o índice de massa corporal. Segundo o relatório, os rapazes de onze anos têm mais tendência a ter excesso de peso do que as raparigas em metade dos países analisados e, na maioria dos países, nas idades dos 13 e 15 anos.

A crescente obesidade infantil levou já a Europa a lançar estratégias de combate. Segundo dados de Bruxelas, há 22 milhões de crianças com excesso de peso ou obesidade na União Europeia, sendo que a progressão é estimada em mais 400 mil de ano para ano. Estas crianças têm maior risco de vir a sofrer de doenças como a diabetes, problemas de fígado e cardíacos, hipertensão e acidentes vasculares cerebrais.

O relatório internacional hoje apresentado num evento conjunto da OMS/HBSC (Rede Europeia "Health Behaviour in School-aged Children”), na Escócia, é o quarto sobre os comportamentos saudáveis das crianças em idade escolar com 11, 13 e 15 anos.

Incidindo sobre desigualdades na saúde, o trabalho aborda as dimensões de género, idade, geográficas e sócio-económicas dos jovens de 41 países. O objectivo do relatório é revelar onde estão as desigualdades para informar e melhorar a saúde para todos os jovens.

 

 

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Comissário Europeu da Saúde visita Coimbra

03 Junho 2008

Comissário Europeu da Saúde visita Coimbra
Para falar sobre as questões da obesidade infantil

O comissário Europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, Markos Kyprianou, vai visitar a Fundação Bissaya Barreto (FBB), em Coimbra, na próxima quinta-feira, dia 14 de Junho.

O programa prevê, pelas 12h30, uma visita à Casa da Criança Maria Granado e ao Colégio Bissaya Barreto (escola inclusiva da FBB), pelas 15h00 uma visita ao «obesidade.online», no Auditório Bissaya Barreto, seguido de um encontro com a comunicação social.

De salientar que a deslocação de Markos Kyprianou a Portugal partiu de um convite do presidente do Conselho de Administração da FBB aquando da sua última visita a Bruxelas.

Ao aceitar o convite, o comissário Europeu da Saúde fez questão de frisar o contributo da FBB para a compreensão das questões da obesidade infantil, em Portugal e na Europa, das quais destacou a resposta ao «Green Paper» da Comissão Europeia sobre «Promoção de dietas saudáveis e actividade física», que deu origem ao Livro Branco que a Comissão Europeia (CE) apresentou recentemente, antecedendo o início da sua actividade legislativa neste sector.

Markos Kyprianou é o rosto da CE para a luta contra aquilo que classifica como uma «epidemia de obesidade», com projectos concretos para ajudar a tomar consciência da importância de uma alimentação saudável, incitando as crianças, os pais, os professores e os educadores em geral a criar bons hábitos alimentares.

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Estado aumenta apoio à colocação de bandas gástricas e reduz IVA para a actividade física

02 Junho 2008

O tratamento da obesidade mórbida vai ser acelerado com o reforço da comparticipação estatal na colocação de bandas
gástricas, anunciou neste domingo o director-geral de Saúde, Francisco George, pouco antes de o presidente do Instituto
do Desporto de Portugal (IDP), Luís Sardinha, ter revelado que o Orçamento de Estado para 2008 prevê a redução do
IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentando) cobrado nos serviços relacionados com actividade física e desporto.
“O tratamento da obesidade mórbida, a partir de um índice de massa corporal [IMC] de 40, dando prioridade a doentes
com mais de 50 e 60, vai beneficiar da actualização dos montantes do cheque cirurgia, no âmbito do programa de
combate às listas de espera, para 4507 euros”, anunciou Francisco George durante a sessão pública “A Obesidade e a
Saúde dos Portugueses”, realizada no Estoril, paralelamente ao Congresso Português de Obesidade, que decorre até dia
13, em Cascais.
Apesar de destacar a importância da prevenção, o director-geral de Saúde reconhece que “a obesidade mórbida precisa
de outro tratamento” e foi por isso que, segundo disse ao PÚBLICO, o Governo decidiu reforçar a comparticipação das
cirurgias, que era mais de 50 por cento abaixo do valor agora anunciado. Desta forma, quem não conseguir obter
resposta no Serviço Nacional de Saúde, poderá, com apoio estatal, recorrer ao sector privado, no âmbito do plano para
diminuir as listas de espera por cirurgias.
Segundo Francisco George, “há dez mil doentes com obesidade mórbida muito avançada, com IMC acima dos 50, e 100
mil com IMC superior a 40”. “Tratar um doente obeso é um processo muito complexo, trabalhoso e que enfrenta muitas
dificuldades”, realçou o responsável estatal.
Na mesma sessão, Carlos Pessoa, da Associação de Doentes Obesos e ex-Obesos (ADEXO), pediu mais medidas de apoio
aos pacientes, apesar de reconhecer que , há apenas cinco anos, quando esta instituição surgiu, “não havia nada: a
obesidade era olhada como uma questão estética e só depois passou a ser encarada como doença crónica”.
Carlos Pessoa pediu atenção para os bypass gástricos, “pois um grande obeso não precisa só de banda gástrica”, e para
a necessidade de uma rede mínima de hospitais com cirurgias deste género: cinco no Continente e dois nas Regiões
Autónomas. O representantes da ADEXO considera também que deve haver “comparticipação estatal para os dois
medicamentos existentes no mercado, que são uma arma que pode ajudar as pessoas que não estão indicadas para
cirurgia”.
Carlos Pessoa criticou ainda a diferença entre as directrizes governamentais e a prática no que respeita ao
reconhecimento da obesidade como doença crónica: “Uma mãe não pode pedir dispensa do trabalho quando tem um
filho com obesidade e necessita de apoiá-los nos tratamentos”, ao contrário de outras patologias.
A obesidade e a diabetes “são duas grandes epidemias que existem em todos os continentes”, vincou , por seu turno, o
director-geral de Saúde, lembrando que, em alguns países do Norte da Europa, a diabetes já representa 20 por cento
das despesas de saúde. Francisco George afirmou ainda que o padrão de Portugal em relação à obesidade e à diabetes
segue o dos EUA de há 20 anos, mas agora “já sabemos podemos fazer alguma coisa para combater” essa tendência.
“E temos dez milhões de portugueses que não queremos que chegue a esse ponto”, vincou o director-geral, defendendo
a “importância em coordenar os programas pró-vida saudável”, entre os quais dois apresentados durante a sessão
pública (o PESO, da Faculdade de Motricidade Humana, relativo ao controlo do peso, e o PESSOA, sobre obesidade
infantil e juvenil).
E é precisamente no âmbito da prevenção que se insere outra das medidas governamentais anunciadas ontem no
Estoril: a redução do IVA, de 21 para cinco por cento, para os serviços de actividade física. “Não tinha sentido que o IVA
cobrado para estarmos sentados a ver futebol fosse de cinco por cento e que um serviço relacionado actividade física e
desporto, como os ginásios, fosse de 21 por cento”, vincou o presidente do IDP.

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Dois medicamentos para emagrecer comercializados em Portugal aumentam risco de depressão e ansiedade

01 Junho 2008

Dois estudos realizados no Canadá e na Dinamarca revelam que três medicamentos usados para emagrecer, dois deles comercializados em Portugal, aumentam o risco de reacções adversas do foro psiquiátrico, como a depressão e a ansiedade

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Website EURO-PREVOB

31 Maio 2008

EURO-PREVOB é uma nova coordenação de acções financiadas no âmbito do projecto da União Europeia. O projecto visa promover a colaboração e apoio através de redes existentes, na tentativa de resolver as consequências sociais e económicas, determinantes da obesidade na Europa, incluindo a evolução que reconhecem as especificidades dos Sub-agrupamentos regionais entre países e as suas desigualdades sócio-económicas.
O projecto reúne a experiência de 14 parceiros, abrangendo 11 Países europeus. O EURO-PREVOB desenvolve planos para a criação de ferramentas que vão auxiliar na análise da Obesidade, em diferentes regiões da Europa.
Está disponível um resumo dos principais objectivos do projecto turístico e de trabalho em progresso, na ficha anexa. Todos os detalhes estão também disponíveis no site EURO-PREVOB.
Mais informações, disponiveis em: www.europrevob.eu ou contactando a equipa da europrevob@lshtm.ac.ukEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email (newsletter).

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Plataforma Contra a Obesidade lança “Prémio Prevenção Contra a Obesidade”

30 Maio 2008

A Plataforma Contra a Obesidade, da Direcção-Geral da Saúde, associou-se aos Prémios Hospital do Futuro 2007/2008 e apoiou o lançamento do “Prémio Prevenção Contra a Obesidade”. O Prémio visa galardoar projectos elaborados ou concretizados em 2007 no âmbito da prevenção da Obesidade. As candidaturas decorrem até 7 de Março de 2008.

“O Prémio Prevenção Contra a Obesidade”, lançado no âmbito dos Prémios Hospital do Futuro 2007/2008, numa parceria entre a Plataforma Contra a Obesidade e o Fórum Hospital do Futuro, visa galardoar projectos e iniciativas implementados ou concretizados até ao final de 2007 no âmbito da prevenção da Obesidade. Podem candidatar-se, até 7 de Março de 2008, entidades públicas e privadas, assim como entidades de cariz social.

Os motivos da instituição deste Prémio prendem-se com:

• As elevadas taxas de obesidade nacionais;

• A necessidade de sensibilizar os vários agentes da sociedade para a adopção de medidas e práticas que promovam hábitos e estilos de vida saudáveis.

O Prémio pretende distinguir o trabalho desenvolvido por pessoas e entidades que têm assumido um papel de destaque no desenvolvimento da prevenção da Obesidade.

Os critérios de avaliação dos trabalhos candidatos são:

• Carácter inovador do trabalho desenvolvido;

• Relevância clínica ou sanitária do trabalho;

• Relevância económica do trabalho;

• Benefício para os utentes e para a sociedade;

• Probabilidade de sucesso/ sucesso do projecto;

• Conformidade do projecto com o prémio a que concorre.

Os trabalhos em concurso serão avaliados por um Júri formado por membros do Conselho Científico da Plataforma Contra a Obesidade que elegerá o melhor projecto. Os vencedores serão divulgados a 21 de Abril no âmbito da 16ª. Conferência SINASE.

João Breda, Coordenador Nacional da Plataforma Contra a Obesidade, reitera que “o Prémio Prevenção Contra a Obesidade pretende contribuir para a promoção da saúde pública e tenciona motivar os vários intervenientes da nossa sociedade para minimizar uma doença que atinge cada vez mais pessoas, em particular as crianças.”

Candidaturas, ficha de inscrição e regulamento disponíveis em www.hospitaldofuturo.com.

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Selo da DGS dá garantia de qualidade a produtos alimentares

29 Maio 2008

Selo “Selecção Positiva”atribuído a produtos, alimentos e bebidas considerados saudáveis
A Plataforma Contra a Obesidade, da Direcção-Geral da Saúde (DGS), lança o selo “Selecção Positiva”. Este selo de qualidade será atribuído a produtos, alimentos e bebidas considerados saudáveis. Para tal, estes têm de obedecer a um conjunto de critérios validados pela DGS.
Válido por um ano, ao selo “Selecção Positiva” podem candidatar-se espontaneamente empresas públicas ou privadas da indústria alimentar e restauração. As candidaturas podem realizar-se a qualquer momento, em http://www.dgs.pt/, através a submissão de um formulário. O período previsto de avaliação da candidatura é de seis semanas após recepção da mesma. As candidaturas serão avaliadas por uma comissão de avaliação da DGS e por membros do conselho científico da Plataforma Contra a Obesidade.
As empresas candidatas ao Selo “Selecção Positiva” devem cumprir os seguintes requisitos: assumir um compromisso de prevenção da obesidade; os produtos têm de conter rotulagem nutricional; o selo deverá ser usado de acordo com os critérios de segurança alimentar estabelecidos por lei; cumprir os critérios de avaliação referentes ao produto (valores por 100 g – informação disponível no regulamento).
«O selo “Selecção Positiva” visa incentivar uma progressiva e constante alteração de hábitos alimentares pois ajudará a contribuir para uma tomada de decisão mais consciente por parte dos consumidores. O selo representa mais um passo da Plataforma no combate de uma das doenças que mais contribui para a taxa de mortalidade – a obesidade», refere João Breda, coordenador nacional da Plataforma Contra a Obesidade.
O selo funciona assim como uma garantia para os consumidores, pois, ao optarem pelos produtos detentores do selo, estão a ingerir alimentos que podem contribuir para uma alimentação saudável e reduzir o risco de excesso de peso e obesidade.
Isabel Calado, directora de Marketing da Galp Energia, afirma que «este selo vem reforçar os valores promovidos pelo Movimento de Energia Positiva no sentido de criar condições para que o consumidor possa tomar decisões conscientes, na adopção de hábitos mais saudáveis. Estamos, também, a trabalhar no desenvolvimento de menus nutricionalmente equilibrados que estarão, num futuro próximo, disponíveis nas lojas de conveniência da Galp e devidamente identificados com o selo Selecção Positiva».

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